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5 indicadores para medir a tua saúde financeira

· 2 min de leitura

Sentir que "o dinheiro não chega" não diz onde está o problema. Cinco divisões simples dizem. Para as fazeres precisas de quatro números: o que tens, o que deves, quanto ganhas e quanto gastas por mês.

Vamos usar sempre o mesmo exemplo: 50 000 € de ativos (incluindo 3000 € em contas), 15 000 € de dívidas (750 € a pagar nos próximos meses), 2000 € de salário bruto e 1500 € líquido, 1500 € de despesas mensais, 180 € de prestações de crédito (sem contar a casa) e 150 € poupados por mês.

1. Rácio de endividamento

Dívidas a dividir por ativos. No exemplo, 15 000 / 50 000 = 0,30: por cada euro que tens, deves 30 cêntimos. Quanto mais baixo, melhor. Um valor que sobe de ano para ano é sinal de alerta.

2. Rácio de liquidez imediata

Dinheiro disponível a dividir pelas dívidas de curto prazo. No exemplo, 3000 / 750 = 4: tens 4 € disponíveis por cada euro que vence em breve. Abaixo de 1, não consegues pagar o que vence sem vender algo ou pedir crédito.

3. Meses de reserva

Dinheiro disponível a dividir pelas despesas mensais. No exemplo, 3000 / 1500 = 2 meses. É quanto tempo aguentarias sem rendimento. A referência habitual é de três a seis meses, por isso este exemplo ainda tem trabalho pela frente.

4. Peso das prestações

Prestações de crédito (sem contar a casa) a dividir pelo rendimento líquido. No exemplo, 180 / 1500 = 12 %. Uma referência comum é ficar abaixo de 20 %. Para o crédito à habitação, os bancos aplicam os seus próprios critérios de taxa de esforço, que incluem todas as prestações.

5. Taxa de poupança

Valor poupado por mês a dividir pelo rendimento bruto. No exemplo, 150 / 2000 = 7,5 %. Poupar entre 5 % e 10 % é um bom começo, e mais é melhor. Se este número for zero, é por aqui que deves começar.

Como usar estes números

  • Calcula-os duas vezes por ano e compara com a última vez: a direção importa mais do que o valor.
  • Escolhe um indicador para melhorar de cada vez. No exemplo, seria aumentar a reserva até três meses.
  • Lembra-te de que são referências, não regras. A tua situação, a estabilidade do emprego e a família contam.

A parte mais difícil é saber quanto gastas por mês. No FinanceFlow, o plano gratuito já mostra as despesas do mês por categoria. Nos planos pagos tens estatísticas avançadas, com totais por período, e podes exportar as transações para CSV e fazer estas contas numa folha de cálculo.

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